Querido Futuro Namorado
Não precisamos ser perfeitos, ser o tal “casal fofo e lindo”, ter aquelas banalidades, todas as mesmices clichês sempre comentadas por todos, eu só quero que seja simples, que seja nosso, nossas banalidades, nossos momentos bobos, que eu aumente o volume quando estiver tocando a musica que você mais odeia, só pra te ser suplicando pra abaixar ou desligar, que tu fiques roubando minhas batatinhas do mc donalds, depois que as suas tiverem acabado, e eu bater na sua mão pra te impedir, de brincadeira. Que estejas deitado estudando quando eu chegar e eu pule em cima, que a gente abra o armário da sua casa e roube todos os doces e comecemos a assistir um filme agarradinhos no sofá antes da sua mãe chegar do trabalho. Que eu esteja preparando alguma comida e você chegar por trás e me beijar, que tu ligues em plena 4 da manhã só pra me acordar e ouvir eu te xingar e eu perguntar porque você ligou e ouvir você responder “Precisava ouvir minha voz […] mentira, só queria te acordar mesmo” e você começar a rir e eu ficar brava. Que eu comece a escrever no seu braço, mesmo você não gostando, e você pegar e começar a me riscar, e sairmos ambos totalmente riscados de caneta, que você esteja conversando com uma garota e eu chegue te chamando de namorado, e você sair dali rindo da cara que garota fez, com vergonha e remorso. Que tu abras o meu caderno de desenho e comece a rir tentando imaginar o que eu tentei desenhar, que nós estejamos falando e rindo alto no caminho pra cozinha e damos de cara com a sua mãe e viremos as pessoas mais comportadas do mundo. Que estejamos nos preparando pra jogar vídeo game e enquanto você esteja ligando-o eu pegue o controle 1 e não te deixe usá-lo, você ficaria meio bravo, mas logo ceder me deixar ser o player1, que esteja passando um jogo de futebol que meu time esteja competindo com o seu e você fique me provocando dizendo que ele iria perder. Que eu esteja reclamando demais e tu jogues um travesseiro na minha cara e comecemos um guerra de travesseiros, que façamos brigadeiro e fiquemos roubando um da colher do outro, que tu estejas roubando descaradamente no jogo de cartas e eu começar a falar isso e você disser que eu estava fazendo o mesmo e começarmos a nos olhar com um olhar suspeito e rindo eu tentar fazer voltar no tabuleiro por causa da trapaça. Que eu coloque um sapato e uma camisa sua e fique andando feito um pingüim desajeitando, com maior dificuldade. Eu sei que de qualquer forma vai se tornar clichê, de qualquer forma vão rotular como “o romance perfeito”, mas sabe, não é assim que eu quero, não me importo, que tenha os piores defeitos possíveis, que seja meio difícil, meio complicado, mas se houver amor […] - Fernanda Q. (vivendodeilusoes)